C O M P E T Ê N C I A S

          
     
É na Escola que as aprendizagens elegidas por um determinado sistema se podem desenvolver e onde as decisões tomadas sobre o que ensinar e como ensinar vão ter lugar”.  ( in “O Professor e o currículo”, ASA)

      É de facto na Escola que se procura dar resposta adequada às cada vez mais complexas questões levantadas por uma sociedade em contínua transformação e vertiginosa mudança.
     Tendo em atenção as características estruturais e humanas da nossa escola, não perdendo de vista a heterogeneidade dos nossos alunos, dos respectivos agregados familiares, bem como as metas a atingir nestes níveis etários em conformidade com os princípios orientadores do Projecto Educativo de Escola, consideramos que o perfil do aluno deve definir-se tendo em conta as dimensões educativas definidas na Lei de Bases do Sistema Educativo.

·        A dimensão pessoal e social

·        A aquisição de saberes básicos e intelectuais fundamentais

·        A habilitação para o exercício da cidadania responsável

     É neste contexto que a escola deve proporcionar situações de aprendizagem que permitam o desenvolvimento de competências que todos os alunos devem ter oportunidade de desenvolver ao longo do ensino básico – competências gerais, transversais e essenciais em cada disciplina.
     É fundamental explicitar alguns pressupostos que estão por trás desta formula-  ção:

·        A noção de competência é suficientemente ampla de modo a integrar conhecimentos, capacidades e atitudes num saber em acção. Natural- mente, estes processos e atitudes não se desenvolvem sem conteúdos concretos, sendo importante abandonar a tradicional mas falsa oposição entre processos e conteúdos.

·        As competências formuladas devem ser entendidas como referências de trabalho apoiando a escolha das oportunidades e experiências de aprendizagem que se proporcionam a todos os alunos no seu percurso de desenvolvimento gradual ao longo do ensino básico. Pretende-se que os alunos sejam progressivamente mais activos e autónomos na sua apren- dizagem quer ao longo dos vários ciclos de escolaridade, quer ao longo do seu percurso de vida em diversas outras situações.

·        Não se trata de definir objectivos mínimos, mas antes procura-se salientar os saberes considerados fundamentais para que os alunos desenvolvam uma compreensão da natureza e dos processos de cada uma das disciplinas, bem como uma atitude positiva faca à actividade intelectual e ao trabalho prático que lhe é inerente. Tal apenas será alcançado se se proporcionar a todos os alunos a oportunidade de viver tipos de experiências de aprendizagem consideradas fundamentais nas diversas áreas do currículo.

     Consideramos que o perfil articulado das competências gerais e transversais a desenvolver pelo aluno ao longo do ensino básico é  o apresentado no quadro em anexo.
      O trabalho a realizar em cada departamento curricular deverá ter em conta a importância de se estabelecerem conexões a vários níveis:

·        No interior de cada disciplina, tendo em conta a sua natureza e
      processos específicos.

·        Na relação entre saberes e competências das diferentes disciplinas.

·        Na relação da escola com o meio e o mundo.